domingo, 9 de maio de 2010

TRABALHANDO COM JORNAL

Não poderia deixar de registrar esta atividade que realizei com os alunos sobre conhecendo diferentes modos de leituras. O Jornal... Notei uma grande participação e interação deste conteúdo.
As crianças puderam expressar seus conhecimentos prévios, valorizando suas idéias e compartilhando suas vivências e hábitos de pequenos leitores.
Inicialmente fizemos um pequeno debate sobre o assunto:
* Quais são os jornais que vocês conhecem?
* Quais são os mais importantes?
* Quais são lidos nas casas de vocês?
* Onde são encontrados?
* Para que servem?
* De quanto em quanto tempo são publicados?
Após tudo ter sido anotado, cada aluno teve um exemplar a fim de que pudesse examiná-lo. No próximo momento houve a intervenção da professora provocando-os a identificar a capa do jornal como sendo a parte onde estão as manchetes, isto é, o que terá de mais importante na leitura daquela edição. E também que manchetes são notícias resumidas para chamar atenção do leitor.
O resultado foi extremamente obtido. Todos conseguiram identificar o que era uma manchete e por fim confeccionaram uma capa de jornal, com notícias retiradas do mesmo.
Obs.: Mesmo os que ainda não estão ”alfabetizados” conseguiram realizar o trabalho.

Neste pequeno projeto foi explorada a oralidade, linguagem visual e a escrita, possibilitando maior autonomia dos alunos, na construção de definições de objetos e fatos. O professor deverá propor atividades atraentes e conduzir os alunos na construção do conhecimento a partir de suas vivências, respeitando os limites da criança.
O diálogo, a pesquisa, o aprender a compartilhar e a trocar informações, são pontos essenciais na construção de todas as fases de um projeto.
REFERÊNCIAS
HERNÁNDEZ, Fernando; MONTSERRAT, Ventura. Os projetos de trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares. In: _____. A organização do currículo por Projetos de Trabalho. 5ª edição, Porto Alegre: Artmed, 1998.






Momento do experimento.









Interando-se com as letras...


Construindo a capa...

Concluindo o trabalho.



quarta-feira, 5 de maio de 2010

DATA DE ANIVERSÁRIO

Foi muito gratificante ver meus alunos entusiasmados na confecção do cartaz sobre as datas de seus nascimentos. Foi também importante esclarecer que a data de aniversário é a mesma da de nascimento, sem o ano. No início ficaram meio confusos, porém um aluno que estava de aniversário, explicou dizendo “ ... é claro profe, meu aniversário é hoje mas nasci no dia 26 de abril de 2002, então eu entendi que aniversário se faz todo ano e nascimento é só um dia num determinado ano, no meu caso foi em 2002”.
Nossa... me tirou um peso. Então percebi que estava no caminho certo do meu objetivo que era fazer com que meus alunos notassem esta diferença, entre a data de aniversário e a data de nascimento, que para nós adultos, se torna tão óbvio, que esquecemos muitas vezes desta dificuldade para os pequenos. No decorrer da aula, outros colegas foram relatando e percebi a compreensão do tema apresentado. É a interação entre o sujeito ensinante e aprendente.
Ensinar não é transmitir conhecimentos, mas sim produzir condições de aprender criticamente.
Para Freire e Betto (2001), o educando é o protagonista do processo educativo e o educador é a pessoa que vai ajudar a explicitar e sistematizar o que a vida e o contexto dos educandos fornecem como elemento.
Na sequencia das atividades, desenharam seus auto-retratos para ser colocados junto aos nomes e datas dos aniversários no cartaz.
Ficaram maravilhados quando expus na parede da sala de aula o cartaz com os nomes e as datas de nascimento.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

APÓS A 1ª SEMANA DE ESTÁGIO

Chegou a hora de refletir muito sobre minha prática, isto é, um grande momento na minha formação como professora.

Assim como eu, que tenho vários anos de experiência na profissão, outras colegas também devem viver na "carne". É muito difícil abandonar certas manias, que os anos de magistério nos integra.

Quando se trata de ensinar, parece que tudo é muito óbvio. Com o passar dos anos vamos nos afastando de certas rotinas: registrar, refletir ou até mesmo criticar nossas atitudes no campo metódico.
Parece que estamos "completos".

Porém no meu caso, a minha graduação está fazendo a diferença. Até postei dizendo que desta vez não me encontraria temerosa como na época do magistério, mas me enganei.

É preciso sim reciclar, renovar sempre, para podermos transformar.

Vejo agora que o trabalho com crianças em processo de alfabetização de palavras é necessário ler e escrever com sentido da vida. O aluno deve articular essa aprendizagem em seu mundo, ou seja, o da comunidade em que vive. Utilizá-la como forma de comunicação e ampliação da leitura de mundo.

E isto só através das leituras que o curso me oportunizou que faço essa interação.

No livro Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire(2000,p.10). Ele nos diz que: "Talvez seja este o sentido mais exato da alfabetização: aprender a escrever a sua vida, como autor e como testemunha de sua história, isto é, biografar-se, existenciar-se, historicitar-se".

terça-feira, 13 de abril de 2010

PARA REFLETIR

PARA REFLETIR:

SENSIBILIDADE
Há alguns anos atrás nas Olimpíadas de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada de corrida dos 100 metros rasos.
Ao final, todos partiram não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Todos com exceção de um garoto, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar.
Os outros oito ouviram o choro.
Diminuíram o passo e olharam para trás.
Então eles viraram e voltaram. Todos eles.
Uma menina, com síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e disse: “Pronto, agora vai sarar”.
E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e aplaudiu durante muitos minutos.
E as pessoas que estavam ali, naquele dia, continuaram repetindo essa história até hoje!
Talvez os atletas fossem deficientes mentais...
Mas, com certeza, não eram deficientes de sensibilidade.
Por quê? Porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho.
O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso...!

Fica essa reflexão para a primeira semana do estágio, até porque está bem recente a palestra sobre inclusão da professora doutora Marilene Cardoso, a qual minha escola participou dia 08/04 no auditório da escola Gusmão.
Já tinha participado em outra ocasião de um encontro da mesma palestrante e pela grandiosidade do tema fez-me parar e pensar nas muitas ”inclusões” que atualmente tenho na minha turma, e novamente me questiono: Como precisamos uns dos outros para nos completar...
Certamente todos os dias são renovados minhas aprendizagens, compartilhando meus saberes com meus pequenos alunos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

S´mbolos da Páscoa



Falei sobre os símbolos da Páscoa e o significado de cada símbolo. Depois foram oferecidos os desenhos para que pintasse, recortasse, colasse no caderno, após a escrita das figuras em letra maiúscula e minúscula.

Cantamos a musiquinha “Coelhinho da Páscoa”
Coelhinho da Páscoa
Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim
Um ovo, dois ovos, três ovos assim...

Aproveito também para fortalecer a idéia do numeral. No momento da cantiga as crianças mostram a quantidade de dedos, quando se referem ao numeral um, dois e três.


Como os alunos estão envolvidos com o espírito da Páscoa por estarmos muito próximos da data e confeccionando ninhos à espera dos chocolates que irão ganhar nesta quinta-feira próxima, tudo que for dito sobre o assunto terá grande envolvimento e certamente bem aceito pelos alunos.

Veja os Resultados dos trabalhos dos alunos






sábado, 27 de março de 2010

No Cotidiano ....

Em minha última aula desta semana comecei a introdução de palavras escritas com a letra "C". Para ficar mais interessante comecei a aula com a musiquinha "Era uma casa muito engraçada"
A Casa de Vinicius de Moraes / Bardotti / Sérgio Endrigo
Era uma casa

Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos Bobos
Número zero.
A música já era de conhecimento das crianças portanto ficou fácil a introdução.
Após cantarmos sugeri que fizessem o desenho da casa e desenhar dentro da mesma objetos que começasse com a letra da palavra casa.
Foi muito interessante o resultado, por que há alunos que estão alfabetizados, logo que fizeram os desenhos pediram para escrever o nome do que haviam desenhado.E assim consequentemente foram ajudando os colegas aos quais ainda não conseguem identificar a escrita das palavras.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Enfim chegou...


"O que todos sabem é que o estágio significa uma situação transitória na carreira de um professor e que, cumprido aquele momento, ele está apto (em tese) para “dirigir” um processo pedagógico exercitando todo seu arsenal teórico acumulado ao longo de sua formação acadêmica." Fabrício Silva da CostaAluno do 2o Ano - História É nesta expectativa que começo o ano letivo com meus pequenos alunos de 2º ano do ensino fundamental. Trabalho há 17 anos nesta escola. Atuei em todas as séries, como também fui secretária.Agora me encontro na posição de estagiária o que por muitas vezes cedi minha turma para que outras iniciantes o fizessem, porém estagiária do magistério. Orgulha-me muito estar estagiando como futura pedagoga. Em vez de sentir medo e calafrios como anos atrás sem a experiência que tenho hoje, estou muito confiante e preparada para então colocar em prática o que aprendi durante o curso.