Esta semana analisando o meu aluno com dificuldades de aprendizado, pensei sobre os desejos de aprendizagem, pois às vezes parece que aquele entusiasmo que temos com nossos alunos quando estão sendo alfabetizados, dá força para conseguirmos o objetivo. Mas quando estamos com um aluno a cinco anos no 2º ano (12 anos de idade), penso, onde foi parar o desejo de aprender? Será que ainda resta algum?Como diz a frase, "não depende somente de mim, dos meus desejos, mas que os outros façam por mim também", em especial na aprendizagem, pois se o professor não acreditar mais, quem será que irá?É imprescindível considerar a história de vida do aluno, resgatar a autoconfiança, autorizando-o a ser autor de sua própria história de vida e de seus desejos. Acreditar e trabalhar para isto.Penso que muitos desistem por isto, alunos e professores, pois é muito difícil, o peso da repetência, do “fracasso” ainda é grande entre os alunos, resgatar a auto-estima de um aluno nestas condições é algo quase que surreal.Meu aluno não tem desejo de aprender, a escola para ele não faz mais sentido, pois todos pensam que escola é lugar de aprender, e o que ele aprende lá? O que vai mudar em sua vida com esta aprendizagem?Tudo isto é um dilema nas escolas ainda, pois não temos respostas para tudo. E quando tudo dá errado, só nos resta o amor que temos pelos alunos. Amar o que fazemos e nossos alunos é uma solução de mestre, não podemos fazer milagres, não temos receitas, e nem o dom da perfeição, mas podemos fazer a diferença na vida deles com muito amor e carinho.O progresso no conhecimento ocorre através de um conflito cognitivo, isto é, quando na presença de um conhecimento (objeto) não assimilável o sujeito sente-se forçado a modificar os seus esquemas assimiladores. O sujeito necessita realizar um esforço de acomodação que tenda a incorporar o que resultava inassimilável. É papel do professor estar atento aos momentos cruciais em que o aluno é sensível a perturbações e a contradições na área de construção do conhecimento, para que assim posso ajudá-lo a avançar no sentido de uma nova reestruturação.ReferênciasSÍNTESE[1] DO LIVRO “PSICOGÊNESE DA LÍNGUA ESCRITA”[2][1] Esta síntese foi produzida pela Profa. Dranda Jaqueline Santos Picetti e pela Profa. Dra. Annamaria P. Rangel. Ela é composta dos capítulos 1, 2, 3, 4, 5 e 8, sendo excluídos os capítulos 6 e 7[2] FERREIRO, Emília & TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988.
terça-feira, 8 de junho de 2010
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