PARA REFLETIR:
SENSIBILIDADE
Há alguns anos atrás nas Olimpíadas de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada de corrida dos 100 metros rasos.
Ao final, todos partiram não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Todos com exceção de um garoto, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar.
Os outros oito ouviram o choro.
Diminuíram o passo e olharam para trás.
Então eles viraram e voltaram. Todos eles.
Uma menina, com síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e disse: “Pronto, agora vai sarar”.
E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e aplaudiu durante muitos minutos.
E as pessoas que estavam ali, naquele dia, continuaram repetindo essa história até hoje!
Talvez os atletas fossem deficientes mentais...
Mas, com certeza, não eram deficientes de sensibilidade.
Por quê? Porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho.
O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso...!
Fica essa reflexão para a primeira semana do estágio, até porque está bem recente a palestra sobre inclusão da professora doutora Marilene Cardoso, a qual minha escola participou dia 08/04 no auditório da escola Gusmão.
Já tinha participado em outra ocasião de um encontro da mesma palestrante e pela grandiosidade do tema fez-me parar e pensar nas muitas ”inclusões” que atualmente tenho na minha turma, e novamente me questiono: Como precisamos uns dos outros para nos completar...
Certamente todos os dias são renovados minhas aprendizagens, compartilhando meus saberes com meus pequenos alunos.
terça-feira, 13 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
S´mbolos da Páscoa
Falei sobre os símbolos da Páscoa e o significado de cada símbolo. Depois foram oferecidos os desenhos para que pintasse, recortasse, colasse no caderno, após a escrita das figuras em letra maiúscula e minúscula.
Cantamos a musiquinha “Coelhinho da Páscoa”
Coelhinho da Páscoa
Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim
Um ovo, dois ovos, três ovos assim...
Coelhinho da Páscoa
Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim
Um ovo, dois ovos, três ovos assim...
Aproveito também para fortalecer a idéia do numeral. No momento da cantiga as crianças mostram a quantidade de dedos, quando se referem ao numeral um, dois e três.
Como os alunos estão envolvidos com o espírito da Páscoa por estarmos muito próximos da data e confeccionando ninhos à espera dos chocolates que irão ganhar nesta quinta-feira próxima, tudo que for dito sobre o assunto terá grande envolvimento e certamente bem aceito pelos alunos.
Veja os Resultados dos trabalhos dos alunos


sábado, 27 de março de 2010
No Cotidiano ....
Em minha última aula desta semana comecei a introdução de palavras escritas com a letra "C". Para ficar mais interessante comecei a aula com a musiquinha "Era uma casa muito engraçada"
A Casa de Vinicius de Moraes / Bardotti / Sérgio Endrigo
Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos Bobos
Número zero.
A música já era de conhecimento das crianças portanto ficou fácil a introdução.
Após cantarmos sugeri que fizessem o desenho da casa e desenhar dentro da mesma objetos que começasse com a letra da palavra casa.
Foi muito interessante o resultado, por que há alunos que estão alfabetizados, logo que fizeram os desenhos pediram para escrever o nome do que haviam desenhado.E assim consequentemente foram ajudando os colegas aos quais ainda não conseguem identificar a escrita das palavras.
A Casa de Vinicius de Moraes / Bardotti / Sérgio Endrigo
Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos Bobos
Número zero.
A música já era de conhecimento das crianças portanto ficou fácil a introdução.
Após cantarmos sugeri que fizessem o desenho da casa e desenhar dentro da mesma objetos que começasse com a letra da palavra casa.
Foi muito interessante o resultado, por que há alunos que estão alfabetizados, logo que fizeram os desenhos pediram para escrever o nome do que haviam desenhado.E assim consequentemente foram ajudando os colegas aos quais ainda não conseguem identificar a escrita das palavras.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Enfim chegou...

"O que todos sabem é que o estágio significa uma situação transitória na carreira de um professor e que, cumprido aquele momento, ele está apto (em tese) para “dirigir” um processo pedagógico exercitando todo seu arsenal teórico acumulado ao longo de sua formação acadêmica." Fabrício Silva da CostaAluno do 2o Ano - História É nesta expectativa que começo o ano letivo com meus pequenos alunos de 2º ano do ensino fundamental. Trabalho há 17 anos nesta escola. Atuei em todas as séries, como também fui secretária.Agora me encontro na posição de estagiária o que por muitas vezes cedi minha turma para que outras iniciantes o fizessem, porém estagiária do magistério. Orgulha-me muito estar estagiando como futura pedagoga. Em vez de sentir medo e calafrios como anos atrás sem a experiência que tenho hoje, estou muito confiante e preparada para então colocar em prática o que aprendi durante o curso.
sábado, 14 de novembro de 2009
PROJETO DE APRENDIZAGEM
PROJETO DE APRENDIZAGEM
Fazendo uma pequena reflexão daquilo que entendi da leitura sugerida “Aprendizes do Futuro: As Inovações Começaram: Projeto? O que é? Como se faz?
Elaborar e desenvolver projetos podem ser uma metodologia e uma mudança progressiva na aprendizagem, por que faz com que o aluno busque a solução do que ele mesmo quer aprender e com isto acabará desenvolvendo um processo de construção de conhecimento. O sujeito vai interagindo no que lhe interessa e no seu meio, elaborando certezas e nestas certezas podem surgir as dúvidas que vão gerar mais intensidade das pesquisas, a qual conduzirá a mais interrogações para chegar à intenção e resolução de um problema inicial.
Partindo da idéia de que o aluno já vem com algum conhecimento, do seu meio, podemos iniciar novas situações, deste conhecimento prévio para se apropriar de conhecimentos específicos.
Poderá ser feita pelos próprios estudantes, um levantamento de questões dentro do seu ambiente de vida ou uma situação de desafio, num determinado contexto, onde poderá gerar o desenvolvimento de um projeto. Quando a pesquisa enquanto questão partir da curiosidade e do interesse do aluno esta se torna mais atrativa e significativa, e não sendo imposta pelo professor.
“Segundo as autoras do texto, quando o aprendiz é desafiado a questionar, quando ele se perturba e necessita pensar para expressar suas dúvidas, quando lhe é permitido formular questões que tenham significações para ele, emergindo de sua história de vida, de seus interesses, seus valores e condições pessoais, passa a desenvolver a competência para formular e equacionar problemas. Quem começa formular com clareza um problema, a ser resolvido, começa a aprender a definir as direções de sua atividade”.
Partindo deste conceito e incentivando o aluno a concluir que por meio da pesquisa, indagação, investigação de um questionamento, pode surgir novas dúvidas e durante esta caminhada, tornando-se certezas e que destas certezas podem aparecer novos conflitos e gerar novas dúvidas, porém por tempo limitado até chegar ao conhecimento através de novas investigações, o aluno estará se envolvendo num processo de construção na sua aprendizagem.
REFERÊNCIAS:
Aprendizes do Futuro_ Projetos.pdf
De LÉA DA CRUZ FAGUNDES, LUCIANE SAYURI SATO e DÉBORA LAURINO MAÇADA
Fazendo uma pequena reflexão daquilo que entendi da leitura sugerida “Aprendizes do Futuro: As Inovações Começaram: Projeto? O que é? Como se faz?
Elaborar e desenvolver projetos podem ser uma metodologia e uma mudança progressiva na aprendizagem, por que faz com que o aluno busque a solução do que ele mesmo quer aprender e com isto acabará desenvolvendo um processo de construção de conhecimento. O sujeito vai interagindo no que lhe interessa e no seu meio, elaborando certezas e nestas certezas podem surgir as dúvidas que vão gerar mais intensidade das pesquisas, a qual conduzirá a mais interrogações para chegar à intenção e resolução de um problema inicial.
Partindo da idéia de que o aluno já vem com algum conhecimento, do seu meio, podemos iniciar novas situações, deste conhecimento prévio para se apropriar de conhecimentos específicos.
Poderá ser feita pelos próprios estudantes, um levantamento de questões dentro do seu ambiente de vida ou uma situação de desafio, num determinado contexto, onde poderá gerar o desenvolvimento de um projeto. Quando a pesquisa enquanto questão partir da curiosidade e do interesse do aluno esta se torna mais atrativa e significativa, e não sendo imposta pelo professor.
“Segundo as autoras do texto, quando o aprendiz é desafiado a questionar, quando ele se perturba e necessita pensar para expressar suas dúvidas, quando lhe é permitido formular questões que tenham significações para ele, emergindo de sua história de vida, de seus interesses, seus valores e condições pessoais, passa a desenvolver a competência para formular e equacionar problemas. Quem começa formular com clareza um problema, a ser resolvido, começa a aprender a definir as direções de sua atividade”.
Partindo deste conceito e incentivando o aluno a concluir que por meio da pesquisa, indagação, investigação de um questionamento, pode surgir novas dúvidas e durante esta caminhada, tornando-se certezas e que destas certezas podem aparecer novos conflitos e gerar novas dúvidas, porém por tempo limitado até chegar ao conhecimento através de novas investigações, o aluno estará se envolvendo num processo de construção na sua aprendizagem.
REFERÊNCIAS:
Aprendizes do Futuro_ Projetos.pdf
De LÉA DA CRUZ FAGUNDES, LUCIANE SAYURI SATO e DÉBORA LAURINO MAÇADA
terça-feira, 27 de outubro de 2009
TRABALHO POR PROJETO
Destaquei aspectos positivos e desafiadores no trabalho por projetos, fazendo as leituras da disciplina de Didática, que contribui muito para meu trabalho cotidiano.
Um aspecto muito positivo nos trabalhos por Projetos é a construção do tema escolhido pelos alunos, visando seus interesses e a valorização dos conhecimentos trazidos por eles. Podendo ser trabalhado qualquer assunto, sendo que o papel do professor fica como mediador e incentivador da aprendizagem. O professor dará ênfase à apresentação do aluno nos procedimentos que lhe permitam organizar a informação.
Os alunos irão buscar novas estratégias de aprendizagens que inseridas no processo de construção do projeto podem ser compreendidas e utilizadas por eles em outras situações.
Porém se na fonte de informações favorece autonomia dos alunos, cabe ao professor promover e estabelecer comparações, interferências e relações que ajudem a dar sentido em forma de ensino e de aprendizagem que se pretende nos projetos. Sua função como facilitador, fica evidente para transformar as referências informativas em materiais de aprendizagem com intenção crítica e reflexiva.
Desafiador sim, pois a mudança de novos paradigmas do trabalho do professor requer uma nova postura diante de seu aluno. Ele passará de “ensinar conteúdos” para ser um mediador, onde será o facilitador para a construção e descoberta da aprendizagem de seus alunos. Tudo isso não impede que os docentes possam e devam propor aqueles temas que considere necessário, quando mantenham uma atitude explicativa similar a que se exige dos alunos.
REFERÊNCIAS
HERNÁNDEZ, Fernando; MONTSERRAT, Ventura. Os projetos de trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares. In: _____. A organização do currículo por Projetos de Trabalho. 5ª edição, Porto Alegre: Artmed, 1998.
Um aspecto muito positivo nos trabalhos por Projetos é a construção do tema escolhido pelos alunos, visando seus interesses e a valorização dos conhecimentos trazidos por eles. Podendo ser trabalhado qualquer assunto, sendo que o papel do professor fica como mediador e incentivador da aprendizagem. O professor dará ênfase à apresentação do aluno nos procedimentos que lhe permitam organizar a informação.
Os alunos irão buscar novas estratégias de aprendizagens que inseridas no processo de construção do projeto podem ser compreendidas e utilizadas por eles em outras situações.
Porém se na fonte de informações favorece autonomia dos alunos, cabe ao professor promover e estabelecer comparações, interferências e relações que ajudem a dar sentido em forma de ensino e de aprendizagem que se pretende nos projetos. Sua função como facilitador, fica evidente para transformar as referências informativas em materiais de aprendizagem com intenção crítica e reflexiva.
Desafiador sim, pois a mudança de novos paradigmas do trabalho do professor requer uma nova postura diante de seu aluno. Ele passará de “ensinar conteúdos” para ser um mediador, onde será o facilitador para a construção e descoberta da aprendizagem de seus alunos. Tudo isso não impede que os docentes possam e devam propor aqueles temas que considere necessário, quando mantenham uma atitude explicativa similar a que se exige dos alunos.
REFERÊNCIAS
HERNÁNDEZ, Fernando; MONTSERRAT, Ventura. Os projetos de trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares. In: _____. A organização do currículo por Projetos de Trabalho. 5ª edição, Porto Alegre: Artmed, 1998.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Educação para jovens e adultos
Fazendo as leituras indicadas da interdisciplina Educação para Jovens e Adultos, percebi que ainda falta muito comprometimento das autoridades junto a esses estudantes, aos quais por várias razões deixaram a escola e que na idade adulta voltam com vontade de atingir progresso e que muitas vezes retornam a estaca zero.
Por que perdem o entusiasmo? Falta serem estimulados, por quem ? Se os professores fazem sua parte. Vejo isso também em relação a minha escola que a partir do ano que vem não atenderá mais a EJA , o motivo evasão.
Os adultos quando incentivados a voltarem a escola, precisam de um processo de alfabetização que mostram e apontam para as suas necessidades, influenciados para o despertar da aprendizagem, isto é, os professores devem estar bem preparados, informados e dominar a situação em que auxiliam a elaborar novos conhecimentos, assim reorganizando os pré conhecimentos com os apresentados.Os educadores precisam valorizar a leitura do mundo, deste conhecimento que não é a leitura da palavra, porém interagem com a sociedade.
Segundo Emília Ferreiro," uma ação alfabetizadora pode ser considerada como ponto de partida do que os adultos não escolarizados sabem, em lugar de partir do que ignoram, já que através de investigação foi constatado que também os adultos quanto as crianças tem compreensão do código escrito mesmo antes de frequentar a escola. A aquisição da escrita é uma aquisição conceitual, construída pelo sujeito no que se refere ao meio do mesmo modo que se observa em outras áreas do conhecimento". O educador deve se apoderar desta investida para então estimular e deixar mais interessante o aprendizado.
Por que perdem o entusiasmo? Falta serem estimulados, por quem ? Se os professores fazem sua parte. Vejo isso também em relação a minha escola que a partir do ano que vem não atenderá mais a EJA , o motivo evasão.
Os adultos quando incentivados a voltarem a escola, precisam de um processo de alfabetização que mostram e apontam para as suas necessidades, influenciados para o despertar da aprendizagem, isto é, os professores devem estar bem preparados, informados e dominar a situação em que auxiliam a elaborar novos conhecimentos, assim reorganizando os pré conhecimentos com os apresentados.Os educadores precisam valorizar a leitura do mundo, deste conhecimento que não é a leitura da palavra, porém interagem com a sociedade.
Segundo Emília Ferreiro," uma ação alfabetizadora pode ser considerada como ponto de partida do que os adultos não escolarizados sabem, em lugar de partir do que ignoram, já que através de investigação foi constatado que também os adultos quanto as crianças tem compreensão do código escrito mesmo antes de frequentar a escola. A aquisição da escrita é uma aquisição conceitual, construída pelo sujeito no que se refere ao meio do mesmo modo que se observa em outras áreas do conhecimento". O educador deve se apoderar desta investida para então estimular e deixar mais interessante o aprendizado.
Assinar:
Postagens (Atom)
