sábado, 25 de abril de 2009

DIVERSIDADES DE RAÇAS

SOMOS TODOS DIFERENTES

Na intedisciplina de Questões Étnico Raciais na Escola: Sociologia e História. Foi pedido que realizássemos uma atividade que envolvesse nossas diferenças, como raça ou até mesmo nos diferentes aspectos de vivência, individuais de cada um. Aproveitei uma aula presencial da interdisciplina e realizei com meus alunos de 4ª série com idades entre 9 a 14 anos. O resultado foi muito surpreendente e instrutivo para todos nós.
Pedi aos meus alunos, que trouxessem um espelho, para a próxima aula de História, que foi dia nove de abril. No dia marcado, pedi que se observassem atentamente.
No decorrer da atividade fui norteando os olhares para a boca, orelhas, pescoço, cabelos, textura da pele, cor, etc. Após a observação detalhada, que fizessem um relato do que haviam concluído.
Para minha admiração, fizeram conclusões significativas, foram bem generosos, sobressaindo suas qualidades e pouco foi falado das coisas que não admiravam muito em seus perfis.
Logo após pedi que observassem os colegas (duplas) e após fazer seus relatos. Igualmente foram surpreendentes suas revelações, mostrando detalhes importantes das características do colega. Em nenhum momento houve discriminação ou deboche (gostaram e se sentiram valorizados fazendo a atividade).
Assim como suas características, as dos colegas foram relatadas para a turma toda individualmente.
Enquanto faziam os relatos (leitura) enfatizava como todos nós tínhamos nossas características e individualidades, incentivando para que descobrissem o porquê das diferenças.
As respostas foram diversas:
*cor dos olhos, do cabelo, da pele, de suas descendências como origem alemã, italiana, negra, etc.
Isto aconteceu no primeiro momento, na primeira aula.

Para aula seguinte (quinze de abril) pedi que trouxessem revistas e delas procurassem pessoas diferentes, assim como nós em sala de aula. Por que chegaram a conclusão que todas as pessoas, inclusive dentro de suas próprias famílias, são diferentes, mesmo sendo parentes sanguíneos. Fizeram também desenhos de diferentes raças e construíram um mural das “DIVERSIDADES DE RAÇAS”.

Obs.: A atividade alcançou o objetivo esperado, inclusive por iniciativa de alguns alunos, criaram uma produção textual sobre o tema.

Trabalho realizado pela aluna Eduarda Silveira Adamskif




sexta-feira, 10 de abril de 2009

EXPERIÊNCIA E EMOÇÃO



Tive a oportunidade de \"estar \" e \"ser\" professora de uma aluna com necessidades de educação especial no 1º semestre do ano passado. A aluna tem um tumor na cabeça que está aumentando e comprimindo o cérebro, atingindo a parte de coordenação motora e raciocínio. Foi abandonada pela mãe assim que soube, ficando aos cuidados e dedicação da avó paterna, a qual não dispensa sacrifícios em prol da menina. No primeiro momento, achei que não estivesse preparada (em todos os sentidos), porém fui surpreendida, sem mesmo perceber ia realizando um trabalho quase que \"normal\" com esta encantadora menina, pois é de uma meiguice e muito dedicada, com uma força de vontade muito grande de vencer. Hoje está no 3º ano fundamental. Lê perfeitamente, porém a dificuldade é enorme de assimilação com quantidades. Frequenta os recursos oferecidos pelo município, toma medicação diária, o que está progredindo dentro de sua realidade.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ESCOLA REGULAR

Falarei sobre a Educação Especial na escola regular, pois acredito que temos um grande número de alunos com diferentes deficiências e que não são identificados e ou diagnosticados por falta de pessoal especializado.
Fazendo a leitura e pesquisando sobre o assunto na resolução CNE/CEB de 2001, foram instituídas diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica.
Vivo esta realidade, trabalhando na rede municipal e recebendo um número bastante significativo de alunos com diferentes necessidades especiais.
Em nossa escola, atendemos normalmente mediante sua matrícula para o ingresso escolar. Atendemos o aluno com necessidades educacionais especiais com o mesmo dinamismo que acreditamos na formação de sua aprendizagem, porém a proposta pedagógica que assegura o direito de garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educando em todas as etapas e modalidades da educação básica, fica a desejar pois, não temos profissional especializado ou ambiente adequado a esse atendimento. A escola oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental séries iniciais e também Educação para Jovens e Adultos (EJA). A escola está bem localizada em zona urbana da cidade com fácil acesso, porém nossos alunos vêm da periferia do bairro, muitos em condições bem precárias.


Resolução CNE/CEB:
Art. 1º A presente Resolução institui as Diretrizes Nacionais para a educação de alunos que
apresentem necessidades educacionais especiais, na Educação Básica, em todas as suas etapas e
modalidades.
Parágrafo único. O atendimento escolar desses alunos terá início na educação infantil, nas creches e
pré-escolas, assegurando-lhes os serviços de educação especial sempre que se evidencie, mediante
avaliação e interação com a família e a comunidade, a necessidade de atendimento educacional
especializado.
Observo que os diagnósticos são tardios. Muitos são os fatores que causam esses diagnósticos. Percebe-se em conseqüência de vários anos de repetência, na série, ou dificuldade bem acentuada, ou ainda alta habilidades/super dotação, que é detectada normalmente pelo professor e sem a análise do profissional competente.
Numa das turmas deste ano (3º ano), uma aluna com sérios problemas neurológicos (diagnosticado) freqüenta desde a educação infantil a nossa escola, e hoje, apresenta significativos avanços, fazemos o que achamos melhor para o seu atendimento, usando métodos, nos apoiando nos serviços que são oferecidos pela Secretaria de Educação (NAPPI). Todavia esta é uma criança com acompanhamento e comprometimento dos responsáveis. O que é um grande diferencial. Porém existem outros, mesmo sendo encaminhados pela escola, aos poucos recursos que o município oferece, isto é, vagas escassas para tanta demandam, não comparecem, ficando assim a responsabilidade a cargo dos professores.


Resolução CNE/CEB:
Parágrafo único. Os sistemas de ensino devem conhecer a demanda real de atendimento a alunos
com necessidades educacionais especiais, mediante a criação de sistemas de informação e o
estabelecimento de interface com os órgãos governamentais responsáveis pelo Censo Escolar e pelo
Censo Demográfico, para atender a todas as variáveis implícitas à qualidade do processo formativo desses
alunos
.


O município oferece recursos educacionais especiais com alguns profissionais habilitados a esses alunos da rede, como: fonoaudiólogas, neurologistas, fisioterapeutas, porém como já citei, ainda com horário e número de profissionais insuficientes para o acompanhamento. Sendo que atendem um número pequeno de alunos para cada escola e o restante fica sem atendimento, isto porque famílias carentes não conseguem pagar o acompanhamento particular.
Está sendo construída em minha escola, uma sala de recursos, para atendê-los, a partir do ano que vem. Esta sala será mais um espaço para o atendimento especializado, não só para os alunos da escola, como também da rede municipal. Atualmente temos as rampas em todos os acessos ao pátio.
Na construção do PPP e Regimento Escolar, está previsto atendimento e avaliações diferenciadas para a conclusão do ano letivo a esses alunos. Ficam bem relatados seus avanços e limitações, mas não os comparando aos demais na mesma proporção na aprendizagem.

REFERÊNCIAS:

Resolução CNE/CEB Nº 2
De 11 de Setembro de 2001.
Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.

domingo, 30 de novembro de 2008

REFLEXÃO

REFLEXÃO


Fazendo uma reflexão sobre as construções e as aprendizagens oferecidas neste semestre na interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental, pude concluir que: Gestão Democrática é uma forma de gerir uma instituição de maneira que possibilite a participação, transparência e democracia.
Todos os envolvidos no cotidiano escolar devem participar da gestão (professores, alunos, funcionários, pais ou responsáveis, secretarias de educação e governos), sendo assim qualquer decisão e ação tomada ou implantada na escola tem que ser do conhecimento de todos.
Com a construção do PPP e o Regimento Escolar torna-se mais transparente, a maneira coletiva e participativa de toda a comunidade escolar.
São dois documentos importantes construídos e que fazem parte da vida escolar, portanto sua elaboração e execução estabelecem oportunidades para realizar os objetivos e diretrizes, a fim de realmente praticar-se a democracia na escola.
Utilização da escola como espaço público: Entende-se que espaço público, é a participação de toda a comunidade escolar, por sua vez, podendo interagir juntamente com a escola, colaborando com diversas decisões a fim de que o bom andamento escolar torna-se mais claro e transparente. Com isto pratica-se democracia.
Utilização da escola como espaço privado: Este espaço é o contrário a demonstração de democracia, cujo acesso da comunidade fica restrito, dificultando a participação e interação ao meio escolar. Portanto sem a opinião da comunidade, na organização de idéias, fica clara a disparidade destes dois indicadores.
Acredito que hoje temos muitas conquistas no que diz respeito a liberdades e autonomias. A escola vem gradativamente se modificando. Evidentemente que existe muita resistência por todas as partes, principalmente nossa (professor). Para muitos a interação da comunidade, ainda representa uma intromissão, ao qual só ao educador pertence.
A escola por sua vez oferece informações para que a comunidade escolar participe efetivamente, não só ir até a escola e concordar. Deve mostrar sua participação colaborando com idéias inovadoras, onde possam ser ouvidos e respeitados como fonte de mútuos interesses. Claro que este processo será mais demorado, porém mais legitimado. Será inserido no contexto com a finalidade de se concretizar e com a participação de todos os elementos da escola. A escola está numa posição mediadora da sociedade, para a construção da democracia que é este grande desafio, que pode gerar uma nova escola.

Estamos caminhando lentamente para chegar numa plena democracia na escola. Para isto, muitos momentos de discussões, idéias contrárias, ajustes, irão acontecer e se faz necessário, até chegar a um entrosamento de toda a comunidade, visando o bem comum, que é por uma escola onde a valorização e a educação sejam constantes. Para que isto aconteça, todos os envolvidos precisam crescer juntos, num processo longo e contínuo, onde haja entendimento e aceitação desta nova escola.
Só assim estará sendo exercida a cidadania, a escola democrática.


REFERÊNCIAS:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_democr%C3%A1tica
Gestão democrática

BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação a Distância. Salto para o Futuro: Construindo uma escola cidadã, projeto político-pedagógico. Brasília: SEED,1998.

domingo, 9 de novembro de 2008

A CULTURA DE TER FILHOS

Ainda pensando e contribuindo para o grupo de trabalho a que pertenço na interdisciplina de Psicologia, com o tema: A Cultura de Ter Filhos, pesquisei alguns site e veja que interessante que descobri. Numa entrevista com quatro mulheres de diferentes opiniões sobre o assunto.


Juliana Azzi tem 30 anos e está aguardando o 1º bebê. Ela acredita que ser mãe é instinto e também uma escolha. “A mulher tem o instinto de ser mãe, assim como a opção em querer ter filhos ou não”. Chega uma hora “que você quer ser responsável por alguém”.

Cecilia Manettas também de 30 anos sente dor só de pensar em parir um filho. O que ela quer de verdade é adotar uma criança, pois mãe é aquela pessoa que educa, ama e cria. Portanto, ela está negociando a idéia de ser mãe, mas pelo jeito, o instinto não bateu em sua porta. Cecília comenta que nunca se imaginou parindo um filho. Além do mais, sempre vi muita criança de rua no Brasil e se eu pudesse adotar uma eu poderia
ajudar.


Patrícia Souza Dias tem 29 anos, casada há 6 e dois filhos; Rafaela de 3 e Miguel de 1 ano de idade. “Hoje eu vejo minha vida preenchida em todos os sentidos com meus filhos, eles são a razão do meu viver, minhas alegrias e sempre serão meus filhos”. Ela ainda defende a idéia de ser mãe antes dos 30. “Muitas mulheres preferem se estabilizar na profissão e deixam passar o tempo da maternidade, com isso se tornam mãe tarde e a única coisa que ganham é um gasto absurdo com tratamentos para engravidar”.




Andréa Patrício de 23 anos ainda está na dúvida quanto parir um filho, mas ela doou os óvulos para uma clínica especializada e não se arrepende, pelo contrário, faria novamente. “Tem muitas famílias que gostaria de ter filhos e não podem, então porque não ajudar”. Ela também levanta a bandeira para a liberdade e afirma que felicidade plena da mulher não depende de filhos e sim de realização pessoal.

REFERÊNCIAS:

http://www.revistasete.com/espaco_aberto_11_ser_mae_instinto_escolha.html




domingo, 2 de novembro de 2008

FINANCIAMENTO DA ESDUCAÇÃO

Com o fim do FUNDEF, parecia ser um colapso no sistema de financiamento, pois os municípios não teriam como arcar com estas responsabilidades.
Em 20 de junho de 2007 foi sancionada a
Lei Nº 11.494/2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB. Em vigor desde o dia 1º de janeiro deste ano, por Medida Provisória
O FUNDEB terá vigência até 2.020 e atenderá, a partir do 3º ano, 47 milhões de alunos da educação básica, contemplando creche, educação infantil, ensino fundamental e médio, educação especial e educação de jovens e adultos.
A implantação do FUNDEB foi iniciada em 1º de janeiro de 2007 e está sendo realizada de forma gradual, alcançando a plenitude em 2009, quando o Fundo estará funcionando com todo o universo de alunos da educação básica pública presencial e os percentuais de receitas que o compõem terão alcançado o patamar de 20% de contribuição.
No caso do Distrito Federal, tanto para distribuição quanto para a aplicação dos recursos, a regra adotada é adaptada à especificidade prevista no Parágrafo Único, art. 10 da LDB (Lei nº 9.394/96), que estabelece a responsabilidade do governo distrital em relação a toda a educação básica.
O FUNDEB não é considerado Federal, Estadual, nem Municipal, por se tratar de um fundo de natureza contábil, formado com recursos provenientes das três esferas de governo (Federal, Estadual e Municipal).
De acordo com o disposto na Lei nº 11.494/2007, a fiscalização dos recursos do FUNDEB é realizada pelos Tribunais de Contas dos Estados e Municípios.
É importante destacar aqui que o Ministério Público, mesmo não sendo uma instância de fiscalização de forma específica, tem a relevante atribuição de zelar pelo efetivo e pleno cumprimento da lei.
A legislação estabelece a obrigatoriedade dos governos estaduais e municipais, apresentarem a comprovação da utilização dos recursos do Fundo em três momentos distintos:
_ Mensalmente - Ao Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEB - Ao Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEB, mediante apresentação de relatórios gerenciais sobre o recebimento e emprego dos recursos do Fundo, conforme estabelece o art. 25 da Lei nº 11.494/2007.
_ Bimestralmente - Por meio de relatórios do Poder Executivo, resumindo a Execução orçamentária, evidenciando as despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino, em favor da educação básica, à conta do FUNDEB, com base no disposto no § 3º, art. 165 da CF, e art. 72 da LDB (Lei nº 9.394/96).
_ Anualmente – Ao respectivo Tribunal de Contas (Estadual/Municipal), de acordo com instruções dessa instituição, que poderá adotar mecanismos de verificação com periodicidades diferentes (bimestrais, semestrais, etc). Essa prestação de contas deve ser instruída com parecer do Conselho.
Ao aceitar um determinado financiamento, o poder público está implantando condições para se alcançar um padrão de qualidade para a educação gratuita. Porém infelizmente muito se terá que fazer para que tenhamos uma educação de qualidade por diversas razões, entre elas, por serem os estados e municípios com grandes desigualdades comparativas em recursos. Já a contribuição do FUNDEB podem mudar essa realidade, colocando como item fundamental na construção de uma sociedade mais igualitária.


REFERÊNCIAS:
http://portal.mec.gov.br/seb/index.php?option=content&task=view&id=799&Itemid=839
Texto sugerido: REZENDE PINTO,José Marcelino de e ADRIÃO, Thereza

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

PROJETO EM ANDAMENTO

Na interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental, uma das atividades foi a organização de um quadro sobre as Concepções e Normas de Currículo e de Avaliações.
Quero deixar registrado uma parte sobre os projetos que realizamos na nossa escola.
Nossa escola propõe para este ano, dar continuidade nos projetos existente, bem como, ampliar a abrangência dos mesmos para que possamos atingir um maior número de pessoas, visando sensibilizar e conscientizar toda a comunidade sobre os problemas ambientais existentes no mundo.
Projeto Ambiental.

Também através do projeto, objetivamos criar meios, oportunizar espaços de reflexão, discussão e pesquisa para que todos possam estar envolvidos e como agente de mudança, transformar uma realidade.
A nossa proposta curricular além dos planos de estudos organiza-se através de projetos. Tendo como temática de escola o Projeto Ambiental, que tem como parceria o SEMAE, e o Jornal São Francisco (jornal mensal distribuído no bairro – organização não governamental – divulgando o trabalho realizado na Escola) e a Escola Estadual Agrícola. Temos também o Projeto Hora do Conto, Biblioteca, Estudos de Recuperação, Espaço Virtual Aprendizagem (EVAM).




A avaliação dos projetos será através de observação da participação, da freqüência, do engajamento dos trabalhos produzidos, enfim, da participação do aluno como um todo. Os professores também farão uma auto-avaliação de seu trabalho, bem como os alunos, como também em Conselhos de Classe na troca com as titulares.
Será considerado satisfatório se atingir os alunos e a comunidade escolar, tendo como princípio a integração e o comprometimento dos mesmos neste procedimento.
A participação dos alunos na horta é semanal num período de 50 minutos para cada turma e é a nível de escola.

Aqui neste momento em que minha turma de 4ª série se encontra em plena atividade, na preparação e limpeza da horta.














Uma das compoteira.