quinta-feira, 27 de maio de 2010

LUDICIDADE

Uma aula com características lúdicas não precisa ter jogos ou brincadeiras a todo momento. São atitudes lúdicas do educador e do educando. O professor poderá em determinadas horas fantasiar e dirigir alguns momentos específicos para a brincadeira, tendo o cuidado para que seus objetivos sejam alcançados, que é ser um mediador na aprendizagem.
O ideal é que o professor esteja envolvido naquilo que se propôs a fazê-lo: na formação de seus educando. Envolver o lúdico e sala de aula, não é uma tarefa fácil, pois já se vem com padrões instituídos, marcante pela escola tradicional, centrada e valorizando muito a transmissão de conteúdo.
As brincadeiras poderiam ser atividades integrando a ação, o pensamento e o sentimento. Uma dinâmica com exercícios de relaxamento e respiração, por exemplo, no meio de uma atividade, onde o professor perceba o cansaço, já integra o aluno numa apreciação pelo conteúdo, tornando-se agradável a hora do aprender.
Realizando atividades sobre o nosso dinheiro (sistema monetário), pensando e buscando nas leituras anteriores ao longo do curso, encontrei na interdisciplina de LUDICIDADE E EDUCAÇÃO, o que procurava para dar mais prazer em aprender.
Com “dinheirinho” fizemos brincadeiras. Os alunos teriam que sacar seus salários no caixa de um banco. Cada um ganhou uma quantidade diferente, para que pudéssemos brincar usando diferentes valores. Foi realmente muito divertido e meu objetivo plenamente atingido.
É importante notar que, as atividades lúdicas podem - e devem - ser desenvolvidas em todas as disciplinas que compõem o currículo escolar. Não existem componentes curriculares que, necessariamente, sejam mais propícios ao jogo, assim como também não existem séries onde devam prevalecer as brincadeiras, e outras onde estas e os jogos estejam ausentes.
Freqüentemente, acredita-se que as atividades lúdicas sejam próprias das séries iniciais ou mais afetas a algumas disciplinas, como a Educação Física ou Artística. Entretanto, o que se verifica é que o ato de brincar - tão privilegiado pelas crianças e adolescentes - ocupa poucos espaços na escola: espaços onde é "permitido" brincar, onde supostamente não se realiza um trabalho sério, como se a brincadeira e o jogo não fossem importantes para o desenvolvimento da capacidade de pensar, refletir, abstrair, organizar, realizar, avaliar.




Um comentário:

Patricia Grasel disse...

Elisabete querida

Adorei sua postagem, já no início percebe-se o que vc compreende como ser professor. Parabéns, concordo contigo principalmente referente ao professor ser envolvido no que propõem a fazer.
Gostei tmb de sua escrita referente a importãncia das brincadeiras, como atividades lúdicas promovedoras de ambientes para aprendizagens.
Excelente!