domingo, 4 de julho de 2010

DESENVOLVIMENTO AFETIVO E COGNITIVO

DESENVOLVIMENTO AFETIVO CONFORME PIAGET:

Pesquisando um pouco mais sobre este intrigante tema, encontrei em meus textos, um que nos fala muito claramente sobre o que é o Desenvolvimento Afetivo.
Na teoria de Piaget, o desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes: um cognitivo e outro afetivo que se desenvolvem paralelamente.
Afeto inclui sentimentos, interesses, desejos, tendências, valores e emoções em geral. Piaget entendeu que há aspectos do afeto que se desenvolvem. Este apresenta várias dimensões, incluindo sentimentos objetivos (amor, raiva, depressão...) e aspectos expressivos (sorrisos, gritos, lágrimas...) em relação ao desenvolvimento intelectual, vamos explicar dois aspectos do afeto: Um deles tem a ver com a motivação ou energização da atividade intelectual. É como se fosse um elemento acionador, isto é, o que impulsiona determinado aprendizado. O outro tem a ver com a seleção que é sempre dirigida para objetos ou eventos particulares.
O interesse é um exemplo bem observável no trabalho, influenciando nossa seleção das atividades intelectuais. Lendo sobre assuntos relacionados ao nosso trabalho, aumentamos nossos esquemas mentais, e segundo Piaget, não por atividade cognitiva, mas sim afetiva.
São os dois lados da mesma moeda, afetivo e cognitivo não se separam, os dois fazem parte da aprendizagem.
O aspecto afetivo tem profunda influência sobre o desenvolvimento intelectual. Ele pode acelerar ou diminuir o ritmo do desenvolvimento. Pode determinar sobre quais conteúdos a atividade intelectual se concentrará. Ele se desenvolve no mesmo sentido que a cognição ou inteligência, quando analisamos o raciocínio das crianças, vemos que os conceitos morais são construídos da mesma forma que os conceitos cognitivos.Os mecanismos de construção são os mesmos. As crianças assimilam as experiências aos esquemas afetivos do mesmo modo que assimilam as experiências as estruturas cognitivas, o resultado é o conhecimento.
"O desenvolvimento afetivo ocorre de modo semelhante ao desenvolvimento cognitivo. Isto é, as estruturas afetivas são construídas como as estruturas cognitivas são construídas. O aspecto afetivo é responsável pela ativação da atividade intelectual e pela seleção dos objetos sobre os quais agir."(Wadsworth)

Uma evidência pode ser comprovada com meus alunos foi numa aula sobre a data do aniversário e a data do nascimento, completando com seus auto retratos.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

REFLETINDO

Ao realizar minhas reflexões da semana, vejo o quanto a teoria é importante para nortear minha prática. Volto, releio e, sinceramente, tenho me sentido mais segura e fortalecida nas atividades que desenvolvo com as crianças. O meu grande aprendizado, quanto a isso, é que não se pode mais exercer uma prática sem mergulhar, também, na teoria.
A afirmação de que "a teoria na prática é outra", pode até ser constatada, mas não justifica desqualificação da teoria. Uma joga luz sobre a outra e se transformam permanentemente. Até porque a teoria não é para ser aplicada apenas, senão cairíamos nas raias do autoritarismo. A teoria é formulada, sempre, já a partir de outra prática que por sua vez também já modificou a teoria existente anteriormente. A teoria é utilizada para ser mediada e ao encontrar a prática, ser refutada ou comprovada a partir daí, auxiliar em tomadas de decisões a respeito de uma prática que venha mais ao encontro dos desejos de quem pratica. Ao praticá-la tenho encontrado vários pontos complementares entre vários pesquisadores e percebo que a teoria realmente facilita minha prática, me fornecendo subsídios para perceber mais claramente o que está acontecendo com as crianças, quais suas dificuldades e onde encontram facilidades que sobre as quais posso incidir.
Apesar de ter o hábito da leitura, após o PEAD, minha visão se ampliou.

E agora chegando ao final do estágio supervisionado, quero deixar aqui minha gratidão, especialmente à professora Dóris e a tutora Luciane, em poder contar com seu apoio e dedicação, que dispensaram de seus preciosos tempo, para fazer visita em minha escola, o acompanhamento e atualizações de conhecimentos, no cuidado em transmiti-los, as dicas, a paciência, etc.
Reconheço o exemplo de profissionalismo de tão alto nível, o qual ficará para sempre.

sábado, 12 de junho de 2010

TRABALHANDO O CONCRETO






De acordo com a Revista Nova Escola seção Grandes Pensadores, página 33: "Maria Montessori defendia que o caminho do intelecto passa pelas mãos, porque é por meio do movimento e do toque que as crianças exploram e decodificam o mundo ao seu redor."
Pude mais uma vez constatar este fato esta semana através de uma atividade para compreender a adição e a subtração de quantidades de valores na matemática utilizando o material dourado. Foi incrível observar os alunos trocando quadradinhos (unidades) por barrinhas (dezenas) e vice-versa. Depois de todo um trabalho foi um prazer vê-los conseguir por no papel, coisa que eu tinha dificuldade de trabalhar, pois minhas dúvidas estavam justamente em como fazer para que eles entendessem este processo e nada melhor do que de forma concreta. Mais uma vez fica bem definido que quando o aluno trabalha manuseando ele consegue identificar melhor o que se está aprendendo.









terça-feira, 8 de junho de 2010

ESPERANÇA

Esta semana analisando o meu aluno com dificuldades de aprendizado, pensei sobre os desejos de aprendizagem, pois às vezes parece que aquele entusiasmo que temos com nossos alunos quando estão sendo alfabetizados, dá força para conseguirmos o objetivo. Mas quando estamos com um aluno a cinco anos no 2º ano (12 anos de idade), penso, onde foi parar o desejo de aprender? Será que ainda resta algum?Como diz a frase, "não depende somente de mim, dos meus desejos, mas que os outros façam por mim também", em especial na aprendizagem, pois se o professor não acreditar mais, quem será que irá?É imprescindível considerar a história de vida do aluno, resgatar a autoconfiança, autorizando-o a ser autor de sua própria história de vida e de seus desejos. Acreditar e trabalhar para isto.Penso que muitos desistem por isto, alunos e professores, pois é muito difícil, o peso da repetência, do “fracasso” ainda é grande entre os alunos, resgatar a auto-estima de um aluno nestas condições é algo quase que surreal.Meu aluno não tem desejo de aprender, a escola para ele não faz mais sentido, pois todos pensam que escola é lugar de aprender, e o que ele aprende lá? O que vai mudar em sua vida com esta aprendizagem?Tudo isto é um dilema nas escolas ainda, pois não temos respostas para tudo. E quando tudo dá errado, só nos resta o amor que temos pelos alunos. Amar o que fazemos e nossos alunos é uma solução de mestre, não podemos fazer milagres, não temos receitas, e nem o dom da perfeição, mas podemos fazer a diferença na vida deles com muito amor e carinho.O progresso no conhecimento ocorre através de um conflito cognitivo, isto é, quando na presença de um conhecimento (objeto) não assimilável o sujeito sente-se forçado a modificar os seus esquemas assimiladores. O sujeito necessita realizar um esforço de acomodação que tenda a incorporar o que resultava inassimilável. É papel do professor estar atento aos momentos cruciais em que o aluno é sensível a perturbações e a contradições na área de construção do conhecimento, para que assim posso ajudá-lo a avançar no sentido de uma nova reestruturação.ReferênciasSÍNTESE[1] DO LIVRO “PSICOGÊNESE DA LÍNGUA ESCRITA”[2][1] Esta síntese foi produzida pela Profa. Dranda Jaqueline Santos Picetti e pela Profa. Dra. Annamaria P. Rangel. Ela é composta dos capítulos 1, 2, 3, 4, 5 e 8, sendo excluídos os capítulos 6 e 7[2] FERREIRO, Emília & TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988.



quinta-feira, 3 de junho de 2010

AVALIANDO

Fiz uma pequena avaliação, esta semana onde os alunos teriam que ler, interpretar e realizar atividades envolvendo os conteúdos trabalhados. É um sistema de avaliação já antigo, mas como a idéia do estágio, para mim, é de testar as mais diferentes formas de avaliação, não poderia deixar de utilizar essa.Acredito que na observação diária consigo entender bem mais o processo de aquisição de aprendizagem por parte do aluno, porque na prática é mais fácil, pois eles estão experimentando, testando, e logo, conseguem demonstrar o que aprenderam ou não. Ainda é um pouco difícil para alguns fazerem essa representação escrita, porém continuarei tentando. A avaliação é fundamental seja pela confirmação do acerto da prática, seja pela possibilidade de se refletir e buscar alternativas de caminhada. “A finalidade maior da avaliação da aprendizagem, dentro de um horizonte de uma educação dialética-libertadora, numa abordagem socio-interacionista, é ajudar a escola a cumprir sua função social transformadora, ou seja, favorecer para que os alunos possam se desenvolver” (Celso Vasconcellos, 1998: 82). Para mim, seja qual for a avaliação, ela sempre me auxiliará enquanto educadora a desvendar o que falta para que os meus alunos atinjam os objetivos e habilidades almejadas, a avaliação norteia para a finalidade da educação, abrindo um leque de caminhos a trilhar para que tudo ocorra bem

domingo, 30 de maio de 2010

RELAÇÃO AFETIVA: PROFESSOR X ALUNO

Agora que já temos uma caminhada mais significativa juntos, penso estar conseguindo achar o ritmo dos alunos na realização das tarefas e da aprendizagem. Já consigo observá-los e identificar quando compreenderam, ou estão confusos em relação a novas experiências e habilidades. Posso avaliá-los melhor para auxiliá-los quando achar que os mesmos estão com dificuldades.
Para Piaget, o desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes: o cognitivo e o afetivo. Ambos caminham juntos, paralelamente e ambos tem grande influência sobre o intelectual, pois afeto inclui desejos, sentimentos, valores e emoções em geral. A sala de aula é um espaço de vida e sendo assim, a relação pedagógica se assentará, de fato, no solo do caminhar humano, trilhado de dúvidas e incertezas, emoções e sentimentos. A sala de aula é um espaço de intercomunicação e de troca de afeto. Acredito que não há aprendizado sem essa relação entre professor e aluno, temos que ter confiança em nossos relacionamentos sejam eles quais forem. Na escola, essa confiança é adquirida pela convivência, com certeza o tempo é parceiro, mas é através deste vínculo que podemos perceber melhor nossas crianças e ajudá-las no que for necessário e trazendo atividades significativas, pois estabelecido o vínculo, a preocupação do professor é muito maior que outrora.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

LUDICIDADE

Uma aula com características lúdicas não precisa ter jogos ou brincadeiras a todo momento. São atitudes lúdicas do educador e do educando. O professor poderá em determinadas horas fantasiar e dirigir alguns momentos específicos para a brincadeira, tendo o cuidado para que seus objetivos sejam alcançados, que é ser um mediador na aprendizagem.
O ideal é que o professor esteja envolvido naquilo que se propôs a fazê-lo: na formação de seus educando. Envolver o lúdico e sala de aula, não é uma tarefa fácil, pois já se vem com padrões instituídos, marcante pela escola tradicional, centrada e valorizando muito a transmissão de conteúdo.
As brincadeiras poderiam ser atividades integrando a ação, o pensamento e o sentimento. Uma dinâmica com exercícios de relaxamento e respiração, por exemplo, no meio de uma atividade, onde o professor perceba o cansaço, já integra o aluno numa apreciação pelo conteúdo, tornando-se agradável a hora do aprender.
Realizando atividades sobre o nosso dinheiro (sistema monetário), pensando e buscando nas leituras anteriores ao longo do curso, encontrei na interdisciplina de LUDICIDADE E EDUCAÇÃO, o que procurava para dar mais prazer em aprender.
Com “dinheirinho” fizemos brincadeiras. Os alunos teriam que sacar seus salários no caixa de um banco. Cada um ganhou uma quantidade diferente, para que pudéssemos brincar usando diferentes valores. Foi realmente muito divertido e meu objetivo plenamente atingido.
É importante notar que, as atividades lúdicas podem - e devem - ser desenvolvidas em todas as disciplinas que compõem o currículo escolar. Não existem componentes curriculares que, necessariamente, sejam mais propícios ao jogo, assim como também não existem séries onde devam prevalecer as brincadeiras, e outras onde estas e os jogos estejam ausentes.
Freqüentemente, acredita-se que as atividades lúdicas sejam próprias das séries iniciais ou mais afetas a algumas disciplinas, como a Educação Física ou Artística. Entretanto, o que se verifica é que o ato de brincar - tão privilegiado pelas crianças e adolescentes - ocupa poucos espaços na escola: espaços onde é "permitido" brincar, onde supostamente não se realiza um trabalho sério, como se a brincadeira e o jogo não fossem importantes para o desenvolvimento da capacidade de pensar, refletir, abstrair, organizar, realizar, avaliar.